Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos

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Março 22nd, 2022

𝐂𝐄𝐋𝐄𝐁𝐑𝐀ÇÕ𝐄𝐒 𝐃𝐎 𝐃𝐈𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐃𝐈𝐀𝐋 𝐃𝐄 Á𝐆𝐔𝐀 𝐌𝐀𝐑𝐂𝐀𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐎𝐑 𝐀𝐏𝐄𝐋𝐎𝐒 𝐀𝐎 𝐒𝐄𝐂𝐓𝐎𝐑 𝐏𝐑𝐈𝐕𝐀𝐃𝐎 𝐄 𝐍Ã𝐎 𝐒Ó 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐅𝐀𝐙𝐄𝐑 𝐅𝐀𝐂𝐄 𝐀𝐒 𝐀𝐋𝐓𝐄𝐑𝐀ÇÕ𝐄𝐒 𝐂𝐋𝐈𝐌Á𝐓𝐈𝐂𝐀𝐒

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, defendeu, terça-feira, 22 de Março, na cidade de Maputo, a necessidade de conjugação de esforços aa busca de soluções para os problemas de abastecimento de água no País, onde o acesso a este precioso líquido por parte da população continua a ser um dos maiores desafios.

Para Carlos Mesquita, que falava na cerimónia de celebração do Dia Mundial da Água comemorado sob o lema “Á𝙜𝙪𝙖 𝙎𝙪𝙗𝙩𝙚𝙧𝙧â𝙣𝙚𝙖𝙏𝙤𝙧𝙣𝙖𝙣𝙙𝙤𝙖 𝙣𝙪𝙢 𝙧𝙚𝙘𝙪𝙧𝙨𝙤 𝙝í𝙙𝙧𝙞𝙘𝙤 𝙫𝙞𝙨í𝙫𝙚𝙡 𝙚 𝙨𝙪𝙨𝙩𝙚𝙣𝙩á𝙫𝙚𝙡, o problema de acesso à água é transversal, e a solução não depende única e exclusivamente do Governo, sendo, por isso, imprescindível o envolvimento de mais intervenientes (sector privado e/ou produtivo, sociedade civil, entre outros) para a sua solução.

“O Governo já tem o seu papel bem claro, que é de definir políticas, normas e monitorar a sua aplicação. O sector privado e/ou produtivo tem a nobre missão de, em coordenação com o Governo, produzir resultados que tenham um impacto imediato na população”, considerou.

Dados apresentados por Carlos Mesquita indicam que, em Moçambique𝐜𝐞𝐫𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝟔𝟔% 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐧ã𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 á𝐠𝐮𝐚, 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚𝐬 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐞 𝐧𝐚𝐬 𝐳𝐨𝐧𝐚𝐬 𝐫𝐮𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐬𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝟖𝟑% 𝐞 𝟓𝟑% 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 é 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐚𝐜𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐚𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐨𝐬𝐨 𝐥í𝐪𝐮𝐢𝐝𝐨, 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐭𝐢𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞.

Segundo o governante, os níveis de acesso à água poderiam ser maiores, tendo em conta que têm sido abertos cerca de 1000 furos por ano, mas estes apresentam uma disponibilidade limitada, na maior parte dos casos “devido à sua fraca produtividade e baixa qualidade como resultado da poluição provocada pelo excesso de uso de insumos agrícolas, assentamentos desordenados e variedade ambiental traduzida pelo efeito da seca aliada às mudanças climáticas”.

Na ocasião, 𝐚 𝐞𝐦𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐑𝐞𝐢𝐧𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐚í𝐬𝐞𝐬 𝐁𝐚𝐢𝐱𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐌𝐨ç𝐚𝐦𝐛𝐢𝐪𝐮𝐞, 𝐇𝐞𝐧𝐧𝐲 𝐃𝐞 𝐕𝐫𝐢𝐞𝐬, que falava em nome dos parceiros de cooperação do sector de água, mostrou-se preocupada com o que considera de perfuração desordenada de furos de água, que muitas vezes é feita sem seguir as regras básicas de planeamento e de profundidades, o que tem elevado o potencial de degradação da qualidade das águas subterrâneas.

“Em muitas zonas urbanas de Moçambique, as águas subterrâneas são uma importante fonte de abastecimento para todos os usos. Por isso, a sua gestão deve ser feita de forma integrada tendo em conta a baixa precipitação que o País tem registado em algumas regiões, e pelo facto de Moçambique se localizar na zona intertropical, cujo clima dominante é tropical húmido, árido e seco. Em cidades como Pemba, Tete, Quelimane e Vilankulo faltam sistemas de saneamento seguros, e as infraestruturas de abastecimento de água não são suficientes para o efeito, daí que a conservação e gestão da água subterrânea deverão ser mais importantes hoje e no futuro”, sublinhou.

Importa realçar que as celebrações do Dia Mundial de Água tiveram como lema “Água Subterrânea – Tornando-a um Recurso Hídrico Visível e Sustentável”, como forma de chamar à atenção para a necessidade do uso dos recursos hídricos subterrâneos de forma sustentável.

As Nações Unidas estimam que cerca de 3 biliões de pessoas, aproximadamente 40% da população mundial, não têm acesso à água potável.